quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Formação CATIM 2016, ao serviço da indústria!

Iniciado o ano de 2016, é com agrado que constatamos que se realizaram as primeiras acções que estavam previstas para este ano, nomeadamente a Sessão Técnica sobre "Ergonomia, Importância, transversalidade e aplicação em diferentes domínios" e a Acção de Formação "ISO 9001: 2015, como operacionalizar a transição para a nova versão".
Muitas outras acções de formação e sessões técnicas inter-empresas estão previstas para este ano (ver Catálogo de Formação), para além daquelas que o CATIM realiza em regime intra-empresas.
 
Se necessita de uma formação à medida, não hesite em nos contactar: formação@catim.pt

 
 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Aços Inoxidáveis - Corrosão localizada - II, Corrosão Intergranular

A corrosão intergranular consiste num ataque corrosivo localizado nos limites de grão ou em zonas adjacentes aos limites de grão de uma liga metálica. Em condições normais, se um metal é corroído uniformemente, os limites de grão são apenas ligeiramente mais reactivos do que o material do interior dos grãos. No entanto, noutras condições, os limites de grão podem ser muito reactivos, dando origem a corrosão intergranular com perda de resistência mecânica da liga, ou mesmo provocando a sua desintegração pelos limites de grão.
 
 
A norma ASTM A262 (Práticas normalizadas para a detecção da susceptibilidade ao ataque intergranular em aços inoxidáveis austeníticos) prevê algumas práticas para detecção da susceptibilidade ao ataque intergranular.
A prática A é um ensaio simples e rápido e que permite ou a aprovação do material) ou indica a necessidade de um teste adicional, consiste num ataque electrolítico numa solução de ácido oxálico.
As práticas B, C e F baseiam-se na determinação da perda de massa o que permite o cálculo da taxa de corrosão do material possibilitando assim, uma avaliação quantitativa do desempenho relativo do material ensaiado.
Nestes procedimentos as amostras são submetidas a ensaios de imersão em diferentes soluções ferventes por períodos entre as 24 e as 120 horas (5 dias). Estes procedimentos avaliam a susceptibilidade, de um aço inoxidável, à corrosão intergranular associada à precipitação de carbonetos de crómio nas fronteiras de grão.
A prática E não detecta susceptibilidade ao ataque intergranular associada à fase sigma.
Neste procedimento as amostras são submetidas a um ensaio de imersão numa solução fervente de Cobre – 16% Sulfato de cobre - Ácido Sulfúrico, por pelo menos 15 horas. Após o ensaio de imersão as amostras são submetidas a um ensaio de dobragem a 180°.
A avaliação da susceptibilidade à corrosão intergranular é feita, neste caso, através da observação macroscópica da superfície de dobragem das amostras e verificação do aparecimento ou não de fissuras.
 
 
 
Autoria do post: Joana leal, Laboratório de Ensaios - Metalografia

NOTA: participe na acção de formação "Ensaios Laboratoriais de Corrosão", 18 de Fevereiro!
 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Ciclo de Formação sobre Normalização para Elementos de Ligação ONS e OGCT



A próxima acção é sobre o Processo de Normalização Europeu: CEN e CENELEC e vai realizar-se no próximo do 16 de Fevereiro nas instalações do CATIM no Porto!
Organizada pelo IPQ - Instituto Português da Qualidade, destina-se aos Elementos de ligação dos Organismos de Normalização Sectorial (ONS) e para os Elementos de Ligação dos Organismos Gestores de Comissão Técnica (OGCT).

Informações e inscrições: formacao@ipq.PT

O CATIM é um dos mais importantes Organismo de Normalização Sectorial do país, coordenando nada mais que 14 comissões técnicas de normalização sectoriais! Mais informações aqui!
 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Aços inoxidáveis, Corrosão Localizada - I, Corrosão por picadas

Os aços inoxidáveis têm uma enorme resistência à corrosão, e daí provém a sua própria designação. No entanto, os aços inoxidáveis são susceptíveis de várias formas de corrosão localizada.
A corrosão localizada pode ocorrer sob diversas formas diferentes mas os resultados são sempre os mesmos – uma acelerada perda de material em zonas localizadas da superfície do material.
Os aços inoxidáveis duplex com elevado teor em crómio e reduzido teor em carbono são praticamente imunes à corrosão intergranular, esta forma de corrosão é característica dos aços inoxidáveis austeníticos.

Corrosão por picadas
A corrosão por picadas é um tipo de corrosão extremamente localizada que pode provocar falhas em equipamentos pela perfuração do aço inoxidável sem perda significativa de massa no volume total da peça. É uma das formas de corrosão mais usual e destrutiva dos aços inoxidáveis.



A norma ASTM G48 (Ensaio de resistência à corrosão por picadas por imersão em FeCl3) tem o objectivo de determinar a resistência à corrosão por picadas e intersticial dos aços inoxidáveis quando expostos a ambientes oxidantes contendo cloretos. Para a determinação de resistência à corrosão por picadas a norma sugere dois métodos distintos.
- O método A desta norma sugere um procedimento para a determinação da resistência à corrosão por picadas dos aços inoxidáveis e suas ligas numa solução de cloreto férrico.
- O método E determina a temperatura crítica de corrosão por picadas (CPT). Esta medição envolve a determinação da temperatura máxima à qual não ocorre ataque num ensaio de 24 horas. A forma de análise e avaliação das picadas é comum a ambos os métodos e consiste num exame visual acompanhado pela medição da perda de massa.



Joana leal
Laboratório de Ensaios - Metalografia


NOTA: Inscreva-se na acção de formação "Ensaios laboratoriais de Corrosão", 18 de Fevereiro!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Normalização, reuniões das CT's do ONS CATIM

Reuniões em Janeiro das Comissões Técnicas do ONS CATIM (Organismo de Normalização Sectorial CATIM)

CT 178 – Reunião Grupos de Trabalho GT 1 e GT 2 dia 07 de Janeiro
CT 178 – Reunião Grupo de Trabalho GT 4 dia 14 de Janeiro
CT 130 – Reunião Plenária dia 18 de Janeiro
CT 18 – Reunião Plenária dia 19 de Janeiro
CT 33 – Reunião Plenária dia 21 de Janeiro
CT 12 – Reunião Plenária dia 27 de Janeiro
 
O CATIM é reconhecido como Organismo de Normalização Sectorial pelo IPQ – Instituto Português da Qualidade, coordenado as seguintes comissões técnicas de normalização:
  • CT 12 Aços e ferros fundidos;
  • CT 18 Elementos de tubagem. Tubos, válvulas e acessórios;
  • CT 33 Louça metálica;
  • CT 34 Metais não ferrosos e suas ligas;
  • CT 36 Aparelhos termodomésticos e termoindustriais que utilizam combustíveis sólidos, gasosos e líquidos e seus dispositivos e acessórios;
  • CT 40 Máquinas-ferramentas;
  • CT 98 Portas, janelas, fachadas cortinas, cerramento de vãos e respetivos acessórios e ferragens;
  • CT 99 Cutelarias. Objetos de mesa e decorativos em metal prateado;
  • CT 117 Torneiras sanitárias e seus acessórios;
  • CT 122 Brinquedos e artigos de puericultura;
  • CT 130 Plataformas elevatórias;
  • CT 162 Instalações por cabo para o transporte de pessoas;
  • CT 166 Espaços e equipamentos de desporto, recreio e lazer;
  • CT 178 Ventilação de edifícios com aparelhos a gás

 





sábado, 23 de janeiro de 2016

Norma EN 1090 - Marcação CE


A Norma EN 1090 define os requisitos técnicos e de desempenho a que devem obedecer as estruturas metálicas (aço e alumínio), bem como, o nível de exigência necessário ao controlo de produção em fábrica (CPF).
A família da EN 1090 constitui um manual de boas práticas abrangendo toda a cadeia de fornecimento da estrutura:
     - organização das atividades de projeto e/ou especificações de fabrico, incluindo atividades de projeto externo;
     - plano de inspeção e ensaio (requisitos para: aquisição, receção, em curso de fabrico e final);
     - qualificação dos processos de fabrico/tecnológicos, qualificação de operadores e outros técnicos envolvidos;
A Marcação CE de estruturas metálicas, segundo a norma EN 1090, é obrigatória desde 1 de Julho de 2014, pelo que não devem perder a oportunidade de desenvolver o plano de implementação  à medida da sua empresa e setor de atividade (famílias de produtos e processos)
Serviços/Apoio CATIM
Consultoria
Execução
Diagnóstico
(Análise de desvios aos requisitos aplicáveis decorrentes da série EN 1090)
X
X
Controlo de produção em fábrica (CPF) / Procedimentos e Registos de suporte
X
X
Qualificação dos procedimentos de soldadura
X
X
Qualificação de soldadores e operadores
X
X
Identificação/Realização de Ensaios destrutivos de apoio à qualificação de processos de soldadura
X
X
Identificação/Realização de Ensaios de validação de processos de corte, furação, revestimentos, entre outros aplicáveis
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X
Identificação/Realização de outros ensaios mecânicos e metalográficos de apoio à validação de estruturas metálicas/componentes
X
X
Identificação/Realização de ensaios de caraterização de produtos no âmbito do Regulamento nº 305/2011 (ex. ligações estruturais)
X
X
Calibração de equipamentos de medição
X
X
 
O CATIM também executa acções de formação intra e inter-empresas neste domínio, estando já prevista uma próxima acção para o dia 2 e 4 de Fevereiro!
Mais informações e inscrições: aqui

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Sessão Técnica: Ergonomia, Importância, transversalidade e aplicação em diferentes domínios, 27 de Janeiro!

A quarta sessão do ciclo de sessões técnicas a realizar pelo CATIM!
As primeiras sessões " ISO 22716, Cosmética", "Gestão da Manutenção" e "ISO 9001:2015" tiveram um sucesso assinável com a presença de inúmeros representantes de empresas industriais.
Neste tipo de iniciativa terá a oportunidade de ouvir o que é essencial, colocar algumas das suas dúvidas e partilhar algumas experiências.
Sessões curtas, simples, sem os formalismos usuais nas acções de formação, seminários ou workshops (inscrição gratuita, obrigatória e só efectivada após confirmação do CATIM, nº limitado de inscrições, não previsto distribuição de documentação nem certificado de participação).
Participe!