quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Incertezas nas calibrações e medições, formação em Dezembro!


Acção de Formação
2, 4, 9 e 11 de Dezembro

A participação nesta ação permitirá aos formandos a aquisição de competências para distinguir conceitos de erro e incertezas, interpretar documentos europeus/nacionais relacionados com incertezas aplicáveis em calibrações/ensaio, definir o modelo matemático para resolução de estimativa de incertezas em ensaios e desenvolver e aplicar às calibrações internas os procedimentos para a estimativa de incertezas em instrumentos de medição universais.

Horário: 9:30 às 17:30
Local: CATIM Porto

PROGRAMA:
 
MÓDULO I (2H): Definições e Conceitos Básicos
- Termos metrológicos, erros, sua minimização e correção.

MÓDULO II (11H): Incerteza (termos básicos) e estatística (sua aplicação ao estudo de incertezas)
- Análise de documentação relevante / EA-4/01 – Expression of the Uncertainty of Measurement in Calibration – EA-4/16 – EA guidelines on the expression of uncertainty in quantitative testing
- Guia para a expressão da incerteza de medição no laboratório de calibração (IPQ-2005)

MÓDULO III (15H): Estimativa da Incerteza Padrão
- Modelo Matemático
- Estimativa da incerteza tipo A
- Estimativa da incerteza tipo B
- Estudo dos casos de aplicação de coeficiente de sensibilidade
- Determinação da incerteza de padrão combinada
- Expressão da incerteza expandida
- Estudo de graus de liberdade efetivos
- Estudo de casos aplicáveis a calibração interna de instrumentos utilizados correntemente em empresas metalomecânicas
- Estudo de casos aplicáveis a laboratórios de ensaios físicos

Inscrições: aqui

Colaboração no post: Patrícia Fernandes, Serviço de Formação

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Colaboração Portugal - Brasil: formação em segurança de Máquinas para o SENAI


Realizou-se nos passados dias 11 e 12, uma acção de formação em Segurança de Máquinas para 3 especialistas do Centro Internacional de Inovação do SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Brasil, a maior e mais prestigiada instituição de formação profissional da América Latina, responsável desde 1942 pela formação de mais de 55 milhões de profissionais. Esta instituição recebe actualmente cerca de 2,5 milhões de matrículas distribuídas por 3000 cursos de 28 áreas industriais, que vão desde a aprendizagem profissional, o ensino técnico de nível médio, formação superior e pós-graduação.
 
A acção de formação, a cargo da Unidade de Engenharia e Segurança de Equipamentos do CATIM e monitorizada pelo Eng. Alberto Fonseca desenvolveu-se ao longo de 2 dias com o seguinte programa:
- Marcação CE
- Apreciação do risco
- Circuitos de comando de máquinas
 
Este acção é a continuação de outras iniciativas de colaboração entre o CATIM e instituições do Brasil relacionadas com a temática da segurança de máquinas desde 2008, confirmando a forte imagem que a equipa de segurança de máquinas conseguiu construir ao longo dos anos. Ainda este ano a Engª Filipa Lima da mesma unidade foi convidada a participar como oradora num seminário sobre este tema no âmbito do Projeto "Diálogos Setoriais Brasil - União Europeia em Segurança e Saúde no Trabalho", realizado em Brasília.
 
Ao SENAI e em especial aos senhores engenheiros Bruno Caruso Bilbao Adad, Júlio Cesar Doneda e Luiz Orlando da Silva Rocha que nos honraram com a sua presença, os nossos mais sinceros agradecimentos pela confiança depositada no CATIM.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Interpretação de Desenho Técnico, formação 20 e 21 de Novembro


O CATIM está a organizar mais uma edição da ação de formação “Interpretação de Desenho Técnico”.
A participação nesta ação permite aos formandos melhorar as competências para a correta leitura e interpretação de desenhos técnicos, permitindo-lhes reconhecer os detalhes e as perspetivas de projetos industriais, identificando suas principais simbologias e normas técnicas aplicáveis.

Datas: 20 e 21 de Novembro de 2013
Horário: 9:30 às 17:30
PROGRAMA
MÓDULO I (11H): Desenho técnico - Aspetos gerais
- Cotagem, Cortes e Seções;
- Toleranciamento dimensional (desvios);
- Toleranciamento geométrico (Posicionamentos);
- Normas relacionadas com desenho técnico.
MÓDULO II (3H): Casos práticos
Inscrições aqui: link
 
Colaboração no post: Patrícia Fernandes

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Corrosão intergranular: ensaio de acordo com a ASTM A262

 
 
ASTM A262 - Práticas normalizadas para a detecção de susceptibilidade ao ataque intergranular em aços inoxidáveis austeníticos
Prática B: ensaio em solução de Sulfato de ferro-ácido Sulfúrico

A corrosão intergranular acontece quando existe um caminho preferencial para a corrosão na região dos contornos de grão, observando-se que os grãos vão sendo destacados à medida que a corrosão se propaga.
O principal factor responsável pela diferença na resistência à corrosão da matriz (material no meio do grão) e do material vizinho ao contorno de grão, é a diferença que apresenta a composição química nestes locais.
No caso da corrosão intergranular dos aços inoxidáveis, a diferença na composição química deve-se à formação de uma zona empobrecida em crómio nas vizinhanças dos contornos de grão, em consequência da precipitação de carbonetos de crómio.
A formação desta zona empobrecida em crómio chama-se sensibilização, porque torna o material sensível à corrosão intergranular.

O exame metalográfico por si só geralmente, não é capaz de detectar a susceptibilidade à corrosão intergranular, sendo necessária a realização de ensaios específicos para esta finalidade.
Existem diversos ensaios para se verificar a susceptibilidade à corrosão intergranular, sendo que os mais comuns se encontram descritos na norma ASTM A 262.
Um destes, a prática B, baseia-se na determinação da perda de massa, o que permite o cálculo da taxa de corrosão do material, possibilitando assim uma avaliação quantitativa do desempenho relativo do material ensaiado.
Neste procedimento as amostras são submetidas a um ensaio de imersão numa solução fervente de sulfato de ferro - 50% ácido sulfúrico por 120 horas (5 dias). Este procedimento avalia a susceptibilidade de um aço inoxidável ou de uma liga de níquel ,à corrosão intergranular associada à precipitação de carbonetos de crómio nas fronteiras de grão.

Colaboração no post: Joana Leal, Laboratório de Ensaios

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

F1 in Schools Portugal 2013 - 2014: abertas as inscrições!



Um sucesso permanente!
E agora estão abertas as inscrições de equipas para a época 2013 - 2014!


O F1 nas Escolas é um desafio multidisciplinar, no qual estudantes empregam software CAD/CAM para colaborarem, conceberem, analisarem, construirem, testarem e, posteriormente, correrem com miniaturas de automóveis construídos em madeira balsa e propulsionados a ar.
O desafio inspira os estudantes a utilizarem novas tecnologias para a aprendizagem de física, aerodinâmica, concepção, construção, desenvolvimento de marcas, grafismo, patrocínios, marketing, trabalho de equipa/liderança, competências de comunicação e estratégia financeira, aplicando-os de forma prática, imaginativa, competitiva e entusiasmante.

Esta competição é aberta a todos os jovens estudantes até ao 12º ano ou equivalente, e que estejam a frequentar o ensino do 3º ciclo ou secundário, com idades compreendidas entre os 9 e os 18 anos. 
 
Inscrições e informações em www.f1inschools.com.PT

A COMPETIÇÃO PASSO-A-PASSO

1. FORMAR A EQUIPA
Forma uma equipa de 3 a 6 elementos, escolhe um nome para a equipa, e em conjunto decidam as funções da equipa: Team Leader, Diretor de Recursos, Engenheiro de Produção, Engenheiro de Design e Designer Gráfico.
2. ESTRATÉGIA E PLANO DE MARKETING
Prepara o teu plano de negócios, planeia o teu orçamento e procura patrocinios. Procura a ajuda das empresas e da indústria.
3. DESIGN
Usa o software da Autodesk para desenhar o carro para a competição seguindo as regras internacionais de construção.
4. ANÁLISE
A aerodinámica também é analisada com a ajuda da AUTODESK usando software de avalia os coeficientes de atrito num tunel virtual.
5. MAQUINAÇÂO
Usa o software 3D CAM para deliniares a melhor estratégia de maquinação para o carro.
6. TESTES
A aerodinámica é testada em tuneis de vento.
7.STAND
Planeia e estrutura o Stand da tua equipa de modo a mostrar todas as etapas do trabalho desenvolvido. A identidade da equipa deve ser destacada.
8. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Os carros são avaliados por um júri especializado que vai comprovar se cumpre todas as regras e regulamentos.
9. JÚRI DE ENGENHARIA
O Júri de Engenharia vai questionar as equipas sobre as decisoes tomadas na construção do carro e seu design.
10. APRESENTAÇÃO VERBAL
Prepara uma apresentação, em Inglês, para impressionares o Júri relatando todos os aspetos do projeto. Tens 10 minutos para apresentar.

 
11. JÚRI PORTFÓLIO E MARKETING
Desenvolve um documento de 20 páginas em A3 para documentares todo o trabalho da equipa.
12. CORRIDAS
Aqui vais testar o carro que a equipa desenvolveu e lembramos que a velocidade é fundamental para a vitória!


Participa nas finais Regionais, apura-te para o campeonato Nacional e ganha a passagem para o Campeonato do Mundo.


Colaboração no post: Luís Rocha

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Árvore de eventos

 
A construção de árvores de eventos é considerada uma ferramenta muito poderosa na identificação e quantificação de possíveis consequências de um dado evento inicial, auxiliando as organizações nas tomadas de decisão.
A metodologia baseia-se no princípio de identificação e análise de eventos consequentes, com determinação das probabilidades de ocorrência de um dado acontecimento e, eventualmente, os custos associados. O objetivo deste método é permitir ao analista decidir qual a melhor opção a tomar ou ainda a definir prioridades de atuação, conforme o binómio gravidade × probabilidade de ocorrência.
Esta ferramenta apresenta inúmeras aplicações, por exemplo:
-  Apreciação de riscos (projetos, novos processos e produtos, ambientais, higiene e segurança,…);
- Estudo de falhas (sistemas, componentes, equipamentos, …);
- Auxilio na tomada de decisão;
- Previsão de situações a ocorrer (através do cálculo da probabilidade de ocorrência e custo associado).
Esta ferramenta permite ao gestor decidir com base em elementos concretos, conhecendo de antemão possíveis resultados e antever situações indesejáveis, sendo possível atuar ou seguir por outro caminho (nomeadamente em projetos). Assim, será possível a tomada de decisão com base na maximização dos proveitos ou minimização dos riscos, consoante a estratégia da empresa.

Colaboração no post: Cláudia Pires - Unidade da Qualidade e Inovação

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Segurança de Máquinas, reunião do ISO/TC 30 SC10

Decorreu nos dias 14 e 15 deste mês de Outubro, nas instalações da VDMA, em Frankfurt, a reunião plenária do comité internacional de normalização ISO/TC 30 SC 10 – Machine tools – Safety. De referir que o plenário deste comité não se reunia desde 2009 porque, para tanto não houve necessidade desde então.
Na reunião estiveram 25 pessoas, em representação de 10 países (Alemanha, China, Espanha, Estados Unidos da América, Itália, Japão, Portugal, Reino Unido, Suécia e Suíça. Portugal esteve representado pelo presidente da CT 40, suportada pela ONS CATIM, Eng. Alberto Fonseca. De salientar que alguns países, a Alemanha e o Japão, por exemplo, integravam nas suas delegações pessoas provenientes dos fabricantes de máquinas-ferramentas, cuja participação nestas reuniões, pelo saber e saber fazer, é sempre uma mais valia.
De entre os muitos assuntos constantes da agenda destacam-se:
- O trabalho do WG 1 que está empenhado em fundir as normas do ISO e do CEN, sobre segurança das prensas mecânicas, hidráulicas e pneumáticas, tendo em vista a publicação de normas comuns EN ISO aplicáveis a estas máquinas.
 
- Gerou um interessante, aceso e frutífero debate a questão relacionada a apreciação do risco nos tornos, em particular, e nas máquinas em geral. Foram apresentadas duas versões do  procedimento de Risck Assessment, uma mais alargada que outra, com o objectivo de harmonizar, e de algum modo “universalizar”, as cláusulas correspondentes em todas as partes da norma ISO 23 125 – Machine tools –Safety – Turning machines. Estas versões foram amplamente discutidas tendo o plenário decidido pela não “universalização” do procedimento e remetido para os grupos de trabalho, onde tomam parte peritos que bem conhecem as máquinas, a tarefa de adequar a cada caso o procedimento de apreciação e análise de riscos.
- Foi igualmente objecto de aprofundada discussão a questão levantada, também no seio do WG3, relacionada com o “modo especial de funcionamento” dos tornos e das máquinas em geral. Embora a maioria dos presentes tenha levantado sérias reservas à possibilidade de as máquinas disporem deste modo de funcionamento, o qual, pelos seus propósitos permite a operação com a inibição de funções de segurança, o plenário acabou por concluir que, em certos casos o “modo especial” é necessário e adoptou uma resolução no sentido de o WG3 elaborar a parte 2 da ISO 23 125 sob a forma de Relatório Técnico cujo título é Examples for the application of optional special mode for manual interventivon under restricted operation conditions
 
- Outro aspecto não menos debatido foi a proposta apresentada pela delegação chinesa, e apoiada pela japonesa, para elaboração de uma especificação técnica (IEC/TS 60 204-34) sobre os requisitos de segurança eléctricos aplicáveis às máquinas ferramentas, argumentando que o objectivo desta especificação técnica era, fundamentalmente, ensinar estas matérias na “grande China”, onde, contrariamente ao que acontece na Europa, as dificuldades de divulgação e disseminação deste conhecimento existem. Vários países exprimiram a sua preocupação com a possibilidade de se vir a elaborar e adoptar o documento proposto pela China, tendo o plenário decidido que será mais ajustado elaborar um guia de aplicação da norma IEC 60 204-1, sob a forma de Relatório Técnico e adoptou uma resolução nesse sentido solicitando ao ISO/TC 39 que transmita esta resolução ao comité electrotécnico internacional IEC/TC 44.
A próxima reunião plenária do ISO/TC 39 SC10 ficou agendada para 2016, em data e local a definir posteriormente.

Mensagem: colaboração Alberto Fonseca

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

The 11th Global Conference on Sustainable Manufacturing



A GCSM – Global Conference on Sustainable Manufacturing  foi criada em 2003, com o intuito de juntar a Ciência e Indústria, uma vez por ano, para partilhar novas abordagens e soluções para este objectivo comum (Manufactura Sustentada).
A 11ª edição realizou-se em Berlim no passado mês de Setembro, tendo sido promovida pela Universidade Técnica de Berlim.
O CATIM esteve representado pelo Eng. Luís Rocha que apresentou o artigo “Cloud SME – Sustainable Computer Aided Engineering for SME´s”, em parceria com  Cesar Veiga  do CESGA - Centro de Supercomputatición de Galicia, Mar Rodriguez do AIMEN - Centro Tecnológico AIMEN, Porrinho-Espanha e David Rodriges da AIMMAP.
 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Painel de Avaliação da OCDE para a Ciência, Tecnologia e Indústria em 2013*

Face ao crescimento anémico registado em grande parte do globo, a promoção de novas fontes de crescimento passou a ser uma prioridade estratégica global. A ciência, a tecnologia, a inovação e o empreendedorismo – que promovem a competitividade, a produtividade e a criação de emprego – constituem mecanismos importantes de incentivo ao crescimento sustentável.
Os 260 indicadores de desempenho ao nível da ciência, tecnologia, inovação e indústria que integram este Painel de Avaliação, refletem o desempenho das economias da OCDE e das principais economias de países não membros da OCDE, num vasto leque de domínios. O Painel de Avaliação CTI ajuda os governos a conceber políticas mais eficazes e eficientes, bem como a monitorizar os progressos alcançados relativamente aos objetivos pretendidos. São apresentadas, de seguida, algumas das principais conclusões do Painel de Avaliação 2013.             
O investimento em inovação continua a ser uma prioridade, essencialmente através de medidas de apoio à I&D.
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As empresas jovens e dinâmicas contribuem mais para a criação de emprego do que era anteriormente reconhecido.
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O comércio em valor acrescentado confere uma nova perspetiva às relações comerciais.
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Os consumidores estrangeiros sustêm empregos.
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As economias emergentes têm vindo a ter um protagonismo crescente na ciência e na inovação.
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Os núcleos universitários mais importantes continuam concentrados apenas em alguns lugares.
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Os investigadores têm cada vez maior mobilidade.
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* Fonte e notícia completa em: Painel de Avaliação da OCDE para a Ciência, Tecnologia e Indústria em 2013, link
 
Publicação completa OECD Science, Technology and Industry Scoreboard: aqui